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11 fevereiro, 2006 

Suspenso,
Delineado, exposto, decomposto,
drenado da tua pulsão pela cor.
Transformei-te em traços e contornos a carvão,
Concebi atalhos, empalideci,
O meu sangue latejou em gradações de cinza,
Descoloridas todas as ramificações arteriais.

Um dia, do nada,
Ensinaste-me que a poesia também tem uma estética divina.

A mente divaga entre a maré, a areia,
A gaivota que passeia...
Foste uma constante desconcertante.

O teu epílogo... Esse...
Interpretei-o com génio.

Garanto

tenho a certeza que sim...
na nossa vida há sempre aquela ou aquelas pessoas que nos ensinam a poesia de estar aqui...

(ena, fui a 1ª! :) )

beijinho para ti*

Um dia, do nada,
Ensinaste-me que a poesia também tem uma estética divina.
Foi no dia em que os Deuses se perderam em orgias e deixaram cair do Olimpo, palavras com que se amavam.
Alguém que passava inadvertidamente sentiu entrar em si a centelha que o fez descobrir em lágrimas que não havia vida que chegasse para escrever a palavra Eternidade...

deixo-te um bj e votos de um bom f.s,amiga ;)

estou .... como dizer?

I'm wordless!

Também eu sinto dificuldade na
busca de palavras que definam esta tua nova faceta.... surpreendente!
E muito, muito bom!
Por que me fazes lembrar Ary dos Santos?

Tanta aparente dureza! Não só neste post, claro. Esse final é uma espécie de murro para quem lê e sabe-se lá para mais quem... As "constantes desconcertantes" ensinam-nos muito. :)

És deveras forte.
Quando disse que me fizeste recordar Ary dos Santos, foi porque senti a mesma mescla: talento e dureza sofrida.
O meu querido Mestre Vitorino Nemésio fez uma incursão serôdia na poesia. Também ela forte, também ela com talento, também ela dura. Faltava-lhe, porém, o sofrimento/revolta que a tua transmite.

Na net existem grandes poetas, tu e eu conhecemo-los e admiramo-los.
Mas tu não és "apenas" mais um, o que já seria excelente.
Tu trouxeste algo mais (nem melhor, nem pior) mas diferente. És como uma pedra lançada num lago de calmas águas.

E, acredita, o gostar de ti como se minha filha fosses, em nada prejudica o meu juizo.

um beijo
titas

Julgo que o "teu" epílogo é de génio. Por um "artificio" literário, o poema salta da poesia para a vida ...

Beijos

Achei engraçado a titas referir-se ao Ary dos Santos...é que eu tb já achei o mesmo...talvez por uma certa dureza nas palavras...uma verdade cruel que se sente na tua escrita...um tentar "sacudir" tudo e todos com as palavras...Sinto por vezes uma raiva incontida!
Enfim,sinto que tens muito para nos dar ;)))

bjokas ":o)

Querida Raquel, com a devida vénis, faço minhas as palavras da Titas!!! Aliás acho que já eu te havia dito algo semelhante. Apenas não julgo que haja semelhança com o Ary. Tu tens o teu próprio estilo. Criaste-o. Desenvolve-o!...

Beijosssssss

Ressalvo:"vénia" ( Detesto gralhas)

Querida Raquel, deixo-te um poema do Torga:

Tanto fruto maduro,
E a mão hesita sem colher nenhum
A fome do poeta é o pomar todo
E o poema é só um!...

Beijosssss

bela forma.
boa semana. Bjs e ;)

...................................;)
c.............................ups!

Querida Ana
O epílogo do génio pode ser o prefácio da mudança...
Um beijo
Daniel

Aqui escreve-se bem, aliás... muito bem! :-)

fico sempre supensa...aqui...
jocas maradas

Deixo um beijo. Belo poema, de que gostei muito.

Sempre há um começo
trilhos que se escavam
um achar um perder
um omitir simplesmente
uma luz um infinito
ou um mero copo vazio
de matéria desconcertante.
De tudo...algo ficou:
Enriqueceste(-te).

Gosto muito da tua poesia e sabes isso. Um bjinho grande amiga

os génios sabem muito. cuidado com eles ... rss

mas se te ensinou a poesia, merece agora o teu belo poema...

beijos

Está mt bonito Raquel...

Quanto ao teu comentário,
estou constantemente a
repensar o q escrevo, ñ
quero ficar parado no tempo...

Deixo-te um beijinho grande!

Atenção...
O Micróbio mudou de casa. Agora está nesta rua:

http:\\o-microbioii.blogspot.com

Outra forma de escrita...
a paixão da outra.
Valiosa para quem tanto desconhece a expressão poética.

Talento, força nas palavras.
São características que ressaltam, e que se aprendem com gosto.

Beijinhos, Raquel

brilhante como um relâmpago, depois da tempestade. poderoso poema na lonjura das palavras ditas...

beijos

Não consegui "entrar" no teu poema. Falta-me a chave. É pena.

Olá Raquel:
Peço desculpa de só agora ter acesso ao teu blog. Tinha-o aqui...e como sabes tenho estado impedida de aqui vir, no portátil
não constava....mas na primeira oportunidade aqui estou para agradecer-te a ajuda no meu blog. Quanto ao que acabei de ler...não tenho palavras, és INCOMPARÀVEL!
PARABENS e tudo de bom para ti.
Beijo
....................Maria Valadas

Olá Raquel
Escreves muito bem. Parabéns.
Eu já tive mais inspiração e queda para a escrita, mas ultimamente com tantos medicamentos, a minha cabeça está fraca para isso, infelizmente.
Venho agradecer a tua visita ao meu kalinka, és muito querida.
Obrigada do fundo do coração.
Beijokas.

Ráquel, grande!


Aplauso

Acabei agora de ler :)...e não haja dúvida, a "nudez" da palavra, tranforma-se em deliciosa poesia!
Adorei!!
Beijinho

"...Um dia, do nada,
Ensinaste-me que a poesia também tem uma estética divina."

... porque a poesia está na alma de quem a sente... e tu... sentes a poesia de uma forma incrivel!

Grata por este momento.

Um abraço carinhoso ;)

Falar de um pintor solar.

Repleto de imagens em desígnio profundo.

Não ser apenas um realejo de cores.

Atravessar a alma por dentro mesmo às escuras.

Alguns seres habitam no nada, habitam em tudo.

Sem os pés no chão gritam e inscrevem palavras na parte de fora

Cá longe escutamos com o olhar.

Um homem que pinta e escreve não lê o que pensa- diz.

Veste-se de telas e folhas, amanhece os nossos verões

Sempre há de acordar com a infância nas mãos

Habita na imobilidade sagrada dos que emocionam o ver

Decreta simples nulidades do tempo para existir no agora

Possivelmente o real gostaria de ser assim

Às vezes o único espaço é o fragmento da fala

De palavras inscritas acontecem grafias perplexas

A respiração do tempo não termina na tela, prolonga-a.

As imagens são de uma nocturna transparência que habitam a esperança

Tornar-se símbolo de si próprio, ou a palavra coerência ser correcta

Cozinhar ambivalências para preservar o simples

A pureza das formas contém as imagens da vida

Passou um cão amarelo com a memória às costas

Da Dona Aldeia ecoam vozes, cheiros e cores que a mão agradece

O entendimento não é rei aqui, demitiu-se para poder.

Ontem chegou a emoção ontem é muito longe significa o princípio

A metáfora é mensagem a mensagem é silêncio

A procura está para lá da imagem do pensamento imediato.

Neguemos a consciência do racional para interpretar

Os contrários povoam pinturas que dialogam em círculos.

O texto visual é repleto de códigos verbais e tudo.

Equilibram-se imagens no espaço de cima.

Para o pintor o mundo é admirável, nada mais.

Nunca ninguém esteve aqui para sempre

As imagens habitam transparências que levariam ao início.

Celebremos a lúcida vontade das infinitas possibilidades.

António Xavier

Eu não sabia que as borboletas tinham tantos segredos, vejam só ! Adorei ! Acho que vou ficar por aqui para ver se descubro mais algum segredo. Lindo demais. Beijo.

Às vezes é uma verdadeira arte conhecer a essência das pessoas.
Bjs.

OLá,
Pela parte que me toca, ainda bem que gostou do livro.
Aqui li alguns poemaqs bem lindos e muito reveladoras da alma humana.
Passarei mais vezes, já que gostei da poesia que li. Beijinhos e obrigada.

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Papillon
Eu...


Será sempre
uma outra
forma de comunicar
uma outra
forma de estar
Raquel V.